“Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra.” Caio Fernando Abreu
sexta-feira, junho 12, 2009
Feliz dia dos namorados
domingo, junho 07, 2009
Ouvindo por aqui
quinta-feira, junho 04, 2009
Como chegar a Canindé
Ontem eu saía de uma reunião no fim da tarde quando um jovem me abordou perguntando se eu conhecia algum órgão que abrigasse pessoas perdidas. Não conhecia. Peguntei quem ele tinha perdido e me respondeu que ele mesmo. Havia vindo de Canindé, interior do estado, para uma consulta no hospital IJF e o carro da Prefeitura foi embora e o deixou por esquecimento. Disse a ele que procurasse uma Delegacia, me ofereci para ligar para a Prefeitura de Canindé, mas ele disse que desde segunda-feira estava em Fortaleza, que foi à delegacia e que o levaram a um programa de TV. Conseguiram contato com a Prefeitura mas lá informaram que só mandariam um novo carro na segunda-feira, que infelizmente não poderiam fazer nada. Mas guardariam uma vaga para ele voltar. Que aguardasse então.
Ele me disse seu nome mas confesso que agora não me recordo mais. Perguntei se tinha aonde ficar, respondeu que não, nunca havia estado em Fortaleza antes. Olhava para os prédios com ar cansado, estava cheirando mal, sujo e com fome. Contou que um policial havia lhe dado sete reais para comer mas ele tinha guardado. O levou à rodoviária, mas ninguém cedeu uma passagem. Que não tinha coragem de pedir nada a ninguém, era agricultor e trabalhava com a família. Só queria voltar pra casa. A passagem custava R$ 12,80. Tirei meus únicos R$ 10,00 da carteira e dei a ele. Expliquei qual ônibus pegaria para chegar à rodoviária mas ele disse que ensinasse como iria a pé, porque queria economizar para comer. Oferei um lanche mas não aceitou. Disse que eu estava fazendo demais. Agradeceu e pediu que eu rezasse para ele chegar em casa. Nunca havia sindo tão humilhado. Nunca tinha ouvido tantas palavras duras e se sentido tão desamparado. Não queria mais sair de sua cidade. Despediu-se e foi andando, de cabeça baixa e devagar.
Fui dar aula e falei dele aos alunos, alguns tinham-no visto no programa de Tv do dia anterior. Rezei por ele quando fui dormir e hoje me pergunto se ele conseguiu chegar em casa. Torço para que sim e para que eu nunca passe por uma situação como essas.
Ele me disse seu nome mas confesso que agora não me recordo mais. Perguntei se tinha aonde ficar, respondeu que não, nunca havia estado em Fortaleza antes. Olhava para os prédios com ar cansado, estava cheirando mal, sujo e com fome. Contou que um policial havia lhe dado sete reais para comer mas ele tinha guardado. O levou à rodoviária, mas ninguém cedeu uma passagem. Que não tinha coragem de pedir nada a ninguém, era agricultor e trabalhava com a família. Só queria voltar pra casa. A passagem custava R$ 12,80. Tirei meus únicos R$ 10,00 da carteira e dei a ele. Expliquei qual ônibus pegaria para chegar à rodoviária mas ele disse que ensinasse como iria a pé, porque queria economizar para comer. Oferei um lanche mas não aceitou. Disse que eu estava fazendo demais. Agradeceu e pediu que eu rezasse para ele chegar em casa. Nunca havia sindo tão humilhado. Nunca tinha ouvido tantas palavras duras e se sentido tão desamparado. Não queria mais sair de sua cidade. Despediu-se e foi andando, de cabeça baixa e devagar.
Fui dar aula e falei dele aos alunos, alguns tinham-no visto no programa de Tv do dia anterior. Rezei por ele quando fui dormir e hoje me pergunto se ele conseguiu chegar em casa. Torço para que sim e para que eu nunca passe por uma situação como essas.
terça-feira, junho 02, 2009
Façamos nossa parte

O pessoal LS Estratégia criou um anúncio para que os veículos (impressos e digitais) interessados em compor a campanha de divulgação possam baixar o arquivo, aplicar sua marca e divulgá-lo em versão impressa e/ou eletrônica (como pop-up ou banner).
Para visualizar e publicar na net use este link
Para impressão faça o download da imagem com este
Participe também! As famílias do Norte e Nordeste agradecem.