Segunda-feira, Novembro 16, 2009
Dos quereres
Sempre fui de rompantes. De me apaixonar e pegar um avião, um trem, uma balsa, qualquer coisa para ver a pessoa lá na Conchinchina. Sem medo, sem expectativas, só para viver momentos em tons de vermelho. O coração acelera, o corpo aquece, o sangue corre ligeiro. Quero sempre descobrir o que há por trás das palavras. Dificilmente paquero na noite, é preciso conversar, pelo menos alguns minutos. Um mínimo de estímulo intelectual. Os grandes amores e amantes começaram assim comigo. E do mesmo jeito que chegam, vão embora. Sofro, me rasgo, me desespero. Subo, desço, dou mil rodadas, me descontrolo, adoeço, encho a cara. E esqueço. Passo para a próxima casa do jogo.
E sim, menina, também fui contagiada pela epidemia dos buchos. Filhinho/a previsto para junho... se demorar mais um tiquinho na barriga, pode até ser canceriano, ó. :)
... "e esqueço" ...
Há anos, Van, Sil (de Felipe) me disse algo que nunca vou esquecer: tudo passa, até você e até os outros.
Hoje, tantos anos depois, entendo o que ela falou pq vivi isso aí, me vi passar na vida das pessoas e me vi passando.
No geral, aprendi a focar não as passagens, mas sim o que deixamos e o que levamos.
... e lembro :) ...
Beijos!
Mah
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